Comocoxico

Local para contar estórias, causos, mostrar retratos, recitar poesias, encontrar e reencontrar os filhos e amigos de Caculé.
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terça-feira, 7 de julho de 2009

TRIBUTO A UM MESTRE, por Ney Costa

TRIBUTO A UM MESTRE
Ao professor Idalmi, pela comemoração dos seus “50 anos”

Ney Costa (*)

Mestre, rememorando tempos d’outrora
vejo-te em frente à loisa
explicando-nos coisas
logo ao nascer da aurora!
Começavas a falar
posto de pé em nossa frente
cumprindo, fielmente,
a missão de nos ensinar!
Unindo teoria e prática
carregavas contigo um vasto saber
onde nós, estudantes, buscávamos conhecer
os princípios lógicos da matemática!
Hoje te vejo a comemorar
meio século de vida
e, com a mão estendida
venho te parabenizar!
Trago também na voz embargada
quase sufocada pela emoção
palavras sinceras de gratidão
pelos ensinamentos da longa jornada!
Guarda portanto, ó mestre, contigo
no âmago do teu coração
estes versos como recordação
do humilde poeta... do aluno... do amigo!

(*) Ney Correia Costa, nascido e criado em Caculé, é filho de Jurandyr e Cleuza Costa.

CACULÉ, por Eny Meirelles

Terra vermelha,
poeira
de um tempo
que passou.

Resta a saudade
dos amigos,
colegas,
Colégio,
estudantes-filhos
que adotei
e, junto aos meus,
seguiram trilha
da sabedoria,
da ordem
e da lei.

Algazarra da mocidade.
Ritmo da banda escolar.
Som de paz e alegria
que fez
muita gente chorar.

Homens fortes
de mãos calosas
e pés no chão.

Homens evoluídos
de mente sadia
e bom coração.

Lembranças de Caculé,
terra vermelha
de sangue e amor.
Poeira de um tempo
que o vento inclemente
levou....

A Festa foi boa!!

Faltou tempo!! Foram tantos encontros, reencontros, leitoas, quentões, forró na praça, forró na rua, forró nas casas, forró nas roças....
Ficou o gosto de quero mais e a certeza de novo encontro no São João de 2010.
Algumas imagens feitas por Cleuza Tetê Santos, Ivone Gabriel e Fabíola Aquino.

A Equipe - PRVC e CINE (*)

Toda região sertaneja baiana, no início da década de 1950, foi castigada por tão longa e inclemente estiagem, que provocou um surto epidêmico, causando muitos sofrimentos e sérias preocupações não só à população carente como a fazendeiros, agricultores e comerciantes.

Sensível aos reclamos e apelos das autoridades municipais, o governador Régis Pacheco, ordenou a vinda a Caculé, de uma equipe de profissionais da área de saúde, composta de dois médicos e três enfermeiras para a prestação de assistência aos desprovidos de recursos e implementação de outras ações de emergência.

A equipe hospedou-se no Hotel Lia, o mais conceituado e famoso na época, de propriedade de Dona Maria José Nascimento, carinhosamente Lia do Hotel, uma criatura de prendas domésticas e de boas maneiras. Lia de fala mansa e simpática, recebia seus clientes com urbanidade e atenção.

Dada por concluída a sua missão, ao longo de duas semanas, a equipe, diga-se de passagem competente, realizou com zelo e espírito solidário, um trabalho tão útil quão importante, de socorro e educação sanitária. E, ao despedir-se da cidade, certamente em retribuição ao tratamento recebido e a boa acolhida que teve da família caculeense, a médica que chefiou o prestativo conjunto, o fez através dos Serviços de Alto Falantes da PRVC, cujo ponto de rádio era dirigido pelo competente e impecável locutor Aizete Gonçalves Fauaze. Pronunciando comovidas palavras de agradecimento à comunidade, no ensejo, realçou que a D. Lia, além de cuidadosa e diligente hoteleira, era uma senhora, na realidade possuidora de sentimentos nobres e notáveis predicados sociais e humanos.

Já que fiz referência a Gonçalves, não posso olvidar o seu ilustre mano Nacim, pois ambos foram agentes responsáveis pelo lançamento de bons filmes, que não seriam exibidos em Caculé não fossem os esforços desses dois pioneiros, inteligentes programadores que lutaram pela escolha e qualidade dos filmes exibidos.

Aqueles que tiveram a ventura de conviver coma fase de ouro do Cine-Teatro Engenheiro Dórea, devem se lembrar da exibição regular de filmes, que proporcionaram grandes momentos de recreação e lazer aos seus premiados frequentadores, graças à atuação desses verdadeiros “irmãos coragem”.

Movimentados foram também os interessantes “Programas de Auditório”, realizados na mesma casa de espetáculos, aos domingos e feriados, animados e desenvolvidos por Eustórgio Cavalcanti e outros auxiliares, com a participação efetiva de amadores e calouros, sempre dispostos a enfrentar o temível microfone.

Recordo de jovem calouro, com seu vozeirão, cantando: “Ó sol, tu que és o rei dos astros, tu que iluminas o mar e a montanha”, sacudindo a platéia entusiasmada e delirante.

Bons tempos aqueles!...

(*) Crônica de Vespasiano Filho, publicado em seu livro "RECORDOS", editado em 2000, pós mortem. Se vivo completaria 97 anos, no último domingo, 5.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Arraiá de Caculé

Todos os caminhos levam a Caculé. Vamos lá!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A visita de políticos

Na década de 60 políticos da capital visitaram a cidade. Recepcionados no campo de aviação, seguiram em caminhada pela Av. Antonio Muniz até a praça do hotel de Lia, para o comício.
Segundo nosso poeta Rubem Ivo, na foto ao lado do Padre, neste dia ele fez o seu primeiro e único discurso político em Caculé.
Clique na foto para ampliar a imagem e reencontrar personalidades da nossa sociedade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Seta nº 02

A segunda edição de A Seta circulou em janeiro de 1957. Clique nas imagens para ampliá-las!