Foto do arquivo pessoal de Fernando Coelho.
(*) correção feita por Betão Pereira, presente também na foto.








Alô meu povo de Caculé!
Entrei no Blog e adorei, primeiramente quero pedir desculpa a Arnulfinho, pelo sumiço do monóculo, foi mal mas a minha intenção era boa. Fiquei me lembrando dos Rebeldes, como eu gostava de fazer parte do grupo, mesmo tocando bateria, que nunca foi o meu forte. Mas eu queria estar alí, principalmente perto do mestre Arnunice, com quem pude aprender, não só violão, como na vida, admirava o seu jeito libertário de ser, sinto saudades e peço a Deus que esteja num lugar maravilhoso. Arnunice e Dudula, são realmente dois mestres para mim. Caculé é a minha segunda terra, ter estudado aí foi pra minha vida muito importante. Sempre fui bem recebido e até hoje sou grato por isso. Espero uma oportunidade de voltar a esta cidade tão querida. Agora, como gosto mais de fazer, vou expressar nos versos de uma canção, toda minha gratidão aos grandes violonistas autodidatas do interior, que são a minha referência.
GRATIDÃO
Dudula e Arnunice
Boreta e Gabiraba
O interior se gaba
Dos seus violonistas
Que tocam de ouvido
que são autodidatas
que fazem serenatas
Jamais são esquecidos
Olhando pros seus dedos
Viví momentos raros
Eu descobrir segredos
Que hoje me são caros
Amigo Violão
Aos mestres com carinho
Dedico esse chorinho
Que se chama gratidão
Subí na caixa d agua
E pra toda cidade
Cantarolei as mágoas
Da minha mocidade
No banco do jardim
Tentei fazer bonito
Pra que Tio Benedito
Se orgulhasse de mim
Tem corpo de mulher
O meu instrumentú
Te quero Caculé
Te amo Ituaçú
MORAES MOREIRA.